Fígado

 

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- Fígado

Estrutura/Função do Fígado

- O fígado é o maior e um dos mais importantes órgãos internos, funcionando como uma “fábrica” química do organismo e regula os níveis das principais substâncias químicas do sangue.

- Pesa entre 1,1kg a 1,5kg, sendo um órgão de forma cónica e de cor vermelho-acastanhada que ocupa a parte superior direita da cavidade abdominal.

- O fígado situa-se logo abaixo do diafragma e possui dois lobos principais, o direito e o esquerdo. Cada lobo é constituído por diversos lóbulos, rodeados por ramificações da artéria hepática e da veia porta.

- Recebe sangue oxigenado da artéria hepática e sangue rico em nutrientes através da veia porta. O sangue é drenado pelas veias hepáticas. As células do fígado segregam a bílis, um liquido que sai do fígado através de uma rede de canais, os canais biliares.

- O fígado tem múltiplas funções vitais. Uma delas é a produção de proteínas importantes para o plasma sanguíneo. Produz igualmente colesterol e proteínas especiais que ajudam a transportar as gorduras por todo o organismo.

- Outra função do fígado é captar a glicose não imediatamente necessária as células do corpo e armazená-la como glicogénio. Quando o organismo necessita de gerar mais energia e calor, o fígado volta a converter o glicogénio em glicose e liberta-a para a corrente sanguínea.

- Embora seja um órgão extremamente complexo nas suas funções, o fígado é um órgão com uma capacidade notável de recuperação, uma vez que podem ser destruídos ou removidos cirurgicamente até três quartos do seu volume sem que se torne insuficiente.

Cancro do Fígado

- A primeira descrição científica foi feita por Eggel em 1901, mostrando o resultado de mais de 200 autópsias. Hoje, um século depois, sabe-se qual o processo que leva ao seu aparecimento, a forma como progride, quais as pessoas com maior grau de incidência, como fazer o diagnostico precoce e, sobretudo, o seu tratamento.

- Também denominado carcinoma hepatocelular, o cancro do fígado é um dos tumores malignos mais frequente nos países asiáticos e africano, sendo mais raro nos países ocidentais, como os Estados Unidos e países europeus. Todos os anos, cerca de um milhão de pessoas morrem devido a este tipo de cancro.

- O cancro do fígado surge, em especial, em pessoas que tenham entre os 55 e os 80 anos, e principalmente em indivíduos caucasianos, ou seja, de raça branca. No entanto, nas pessoas africanas e asiáticas, este tumor maligno surge entre os 30 e os 40 anos.

- Este carcinoma, atinge os homens duas a três vezes mais que nas mulheres.

- O carcinoma hepatocelular apresenta-se como uma massa única, nódulos múltiplos ou envolvimento difuso do fígado. Trata-se, então, da transformação das células do fígado, os hepatócitos, em células malignas. Os hepatócitos constituem as principais células do fígado; são estas células as responsáveis pelas funções biológicas do fígado, como por exemplo, o metabolismo de certas substâncias e a produção da bílis.

- As metástases atingem, frequentemente, os pulmões, os ossos, os gânglios linfáticos e as glândulas supra-renais.

- Existem outros tipos de cancro do fígado:

  • Colangiocarcinoma: É um cancro que deriva das células biliares, que podem surgir tanto no exterior como no interior do fígado (na vesícula biliar e nos canais biliares). Aparece principalmente nos homens, na razão de 3 para 1, geralmente nos indivíduos entre os 70 e os 80 anos. Nos países do oriente, a infecção por lombrigas pode ser responsável por este cancro, bem como as pessoas que sofrem há algum tempo de colite ulcerosa (doença inflamatória crónica dos intestinos que habitualmente afecta a extremidade distal do intestino grosso e recto) e de colangite esclerosante (inflamação, cicatrização e obstrução dos canais biliares dentro e fora do fígado), desenvolvem em algumas ocasiões colangiocarcinoma.

 

  • Hepatoblastoma: É mais frequente em crianças. Em alguns casos, quando se manifesta em criança pré-adolescentes, pode gerar alterações ao nível da produção hormonal, principalmente de gonadotrofinas, que têm como consequência a puberdade precoce. Este tipo de cancro, é detectado quando se verifica um enfraquecimento do estado de saúde de uma criança bem como na existência de um tumor de grandes dimensões na parte superior direita do abdómen.

 

  • Angiosarcoma: É um tipo de cancro que tem origem nos vasos sanguíneos existentes no fígado. A causa de um angiosarcoma pode ser explicada por uma exposição a cloreto de vinilo no local de trabalho de um indivíduo.

 

  •  Tumores Metásticos: Uma vez que o fígado recebe directa e indirectamente sangue de outros órgãos, e como é no sangue que circulam grande parte de células cancerosas provenientes de outros tumores existentes no organismo de um indivíduo, o fígado é considerado o órgão que mais sofre com as metástases, uma vez que as células cancerosas se alojem no fígado durante a circulação sanguínea, provocando o crescimento de outro tumor.

Sintomas

- Este tipo de cancro inclui sintomas gerais como cansaço, debilidade, diminuição e/ou perda de apetite e perda de peso. Mais raramente podem surgir sintomas um pouco mais sugestivos de patologia hepática, nomeadamente, sensação de peso na porção inferior do hemitórax direito, dor na parte superior do abdómen, massa abdominal palpável. Nos estádios mais avançados, a pele pode encontrar-se amarelada (icterícia), pode haver febre e suores predominantemente nocturnos ou pode surgir agravamento inexplicável do quadro de cirrose.

Tratamentos

- O cancro primário tem um tratamento difícil. A melhor opção é a extracção cirúrgica do tumor; no entanto, em alguns casos, esta não é uma opção válida devido ao tamanho ou à disseminação tumoral aquando do diagnóstico. A quimioterapia é ocasionalmente utilizada, particularmente no caso de tumores inoperáveis de forma a reduzir-lhes o tamanho e, então, passarem a ser operáveis.

- Outras opções são a alcoolização dos nódulos, que consiste na injecção de álcool no tumor provocando a morte das células cancerígenas, e o transplante hepático.

- Este último tem como vantagens a remoção de tumores não detectáveis/lesões pré-neoplásicas e a possibilidade de cura mas, o custo do procedimento e as elevadas taxas de recorrência, impedem uma utilização mais generalizada.

- Os tumores limitados ao fígado têm um período de sobrevivência de cerca de 50%. Infelizmente, a maioria dos casos detectados já têm disseminação, pelo que as taxas de sobrevivência são baixas.

- Quanto às metástases, o que determina a sobrevivência e as opções terapêuticas é o tipo de tumor primário. Também aqui a cirurgia é a melhor opção terapêutica.

- Alternativamente, pode-se recorrer à quimioterapia que tem a vantagem adicional de ser um tratamento sistémico, pelo que actuará simultaneamente nos diversos focos cancerosos.

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Última actualização: 03/05/07.