Leucemia

 

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- Leucemia

Estrutura/Função da Medula Óssea

- A leucemia é uma doença que tem origem nas células produzidas pela medula óssea.

- A medula óssea é um tecido que se encontra no interior da cavidade interna de vários ossos e que produz determinadas células presentes no sangue, tal como as hemácias, leucócitos e plaquetas.

- Estes componentes do sangue são renovados de uma forma contínua e é a medula óssea que se encarrega desta renovação. Assim, a medula óssea é um tecido que está sempre em grande actividade devido ao elevado número de divisões celulares.

- Ao nascermos, todos os ossos têm no seu interior medula óssea que permite a produção de células constituintes do sangue, a esta medula dá-se o nome de medula vermelha. Com o aumento da idade grande parte da medula vai perdendo as suas funções, e vai sendo substituída por tecido gorduroso, passando a chamar-se medula amarela.

Leucemia

- Esta doença tem origem nas células imaturas da medula óssea, e é considerada como um carcinoma maligno.

- A leucemia é caracterizada pela produção descontrolada de glóbulos brancos e pelo mau funcionamento progressivo da medula óssea saudável, que por consequência diminui a produção de células normais, podendo haver casos de aparecimento de anemia, infecções e hemorragias.

- A leucemia é caracterizada de várias maneiras, consoante o tipo de células afectadas e pode também ser aguda ou crónica, dependendo da velocidade de proliferação das células leucémicas.

 

- A leucemia divide-se em vários tipos, sendo elas:

  •  Leucemia Linfoblástica Aguda: É um tipo de leucemia que pode por a vida em perigo, uma fez que faz com que as células que normalmente se transformam em linfócitos se tornem cancerígenas e substituam de forma rápida as células normais que estão na medula óssea. É o cancro mais frequente nas crianças, totalizando 25% de todos os cancros diagnosticados em crianças com menos de 15 anos. As células leucémicas quando entram na corrente sanguínea atingem o fígado, baço, gânglios linfáticos, cérebro, rins e órgãos reprodutores, continuando a crescer e a dividir-se. Podem causar meningite, ao atingir a membrana que recobre o cérebro, anemia e insuficiência hepática e renal.

 

  • Leucemia Mieloblástica Aguda: É um tipo de leucemia bastante mortal, uma vez que os mielócitos (células precursoras de glóbulos brancos granulares) se tornam cancerígenos e substituem a um ritmo elevado as células normais da medula. Afecta pessoas de todas as idades, no entanto, atinge principalmente os adultos. As células leucémicas ficam acumuladas na medula, destruindo e substituindo as células normais; ao serem lançadas na corrente sanguínea e transportadas para outros órgãos, continuam o seu crescimento e desenvolvimento.

 

  •   Leucemia Crónica: Surge geralmente entre os quarenta e os setenta anos;

 

  • Síndromes Mielodisplásicos: Atingem principalmente pessoas dos sessenta aos setenta anos. Estas síndromes são doenças malignas em que a medula óssea é incapaz de produzir uma quantidade suficiente de células sanguíneas normais, afecta os glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas, podem também evoluir para leucemias agudas.

      

- Poderá haver uma predisposição genética. Existem famílias raras em que as pessoas nascem com anomalias cromossómicas que poderão aumentar a probabilidade de virem a desenvolver esta doença. Pessoas com deficiência no sistema imunitário parecem ter maior probabilidade de desenvolver leucemia, uma vez que o organismo perde a capacidade de se defender perante doenças estranhas.

Sintomas

 
  • Leucemia Linfoblástica Aguda: Os primeiros sintomas são a fraqueza e falta de ar, devido à falta de glóbulos vermelhos, o que provoca anemia; infecções e febre, devido à ausência de glóbulos brancos; e hemorragias, devido à falta de plaquetas.

 

  • Leucemia Mieloblástica Aguda: Os primeiros sintomas são a incapacidade da medula óssea produzir células sanguíneas suficientes. Este facto retrata-se em fraqueza, falta de ar, infecções, febre e hemorragias. Outros sintomas são dores de cabeça, vómitos, irritabilidade e dores nos ossos e articulações.

 

  • Leucemia Crónica e Síndromes Mielodisplásicos: A maior parte dos doentes não apresentam sintomas, excepto o aumento de gânglios linfáticos. Os sintomas podem incluir fadiga, perda de apetite, perda de peso, falta de ar ao fazer uma actividade física e uma sensação de ter o abdómen cheio provocado pela hipertrofia do baço.

Tratamentos

  • Leucemia Linfoblástica Aguda: Normalmente, são utilizadas combinações de quimioterapia e repetem-se essas doses durante vários dias ou semanas. As células leucémicas podem reaparecer ao fim de algum tempo, muitas vezes na medula óssea ou no cérebro. O reaparecimento de células leucémicas na medula óssea é bastante grave. Deve ser aplicado novamente um tratamento de quimioterapia, no entanto, a reincidência da doença é bastante provável. Assim, o transplante de medula óssea é a melhor solução para a recuperação do doente. No entanto, este procedimento só é possível se for encontrado um indivíduo em que a medula seja compatível com a do doente. Na maioria dos casos, a medula óssea para transplante vem de um familiar próximo.

 

  • Leucemia Mieloblástica Aguda: O tratamento para este tipo de leucemia tem como objectivo a destruição de todas as células leucémicas. No entanto, este tipo de leucemia é a que menos responde aos medicamentos e o tratamento, normalmente, piora o estado do doente. Esta alteração do estado do doente deve-se ao facto do tratamento anular a actividade da medula óssea, o que provoca um decréscimo do número de glóbulos brancos e consequente aumento da exposição a infecções. O tratamento mais utilizado é a quimioterapia, para destruir o maior número de células leucémicas possível. O transplante de medula óssea pode realizar-se em doentes que não respondam aos tratamentos e nos doentes mais jovens para eliminar células leucémicas residuais.

 

  • Leucemia Crónica: Este tipo de leucemia tem um desenvolvimento lento, mas muitos doentes não necessitam de tratamento durante vários anos. A anemia é tratada através de transfusões de sangue e injecções de eritropoietina (uma substância estimulante para a produção de glóbulos vermelhos). Se houver um baixo número de plaquetas sanguíneas é feito um transplante de plaquetas e as infecções são tratadas com a administração de antibióticos. O tratamento através de radioterapia é utilizado para reduzir o tamanho dos gânglios linfáticos, quando as suas dimensões se tornarem incómodas para o doente.

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Última actualização: 16/04/07.