Linfoma

 

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- Linfoma

Estrutura/Função do Sistema Linfático

- O sistema linfático constitui uma rede de gânglios linfáticos ligados entre si por vasos linfáticos. É um sistema paralelo ao sistema circulatório que distribui e recolhe por todo o corpo o líquido intersticial que não entrou na corrente sanguínea, filtrando-o e reconduzindo-o à circulação sanguínea.

- Este sistema é constituído pela linfa, vasos linfáticos e órgãos linfáticos. A linfa é um líquido rico em glóbulos brancos que circula pelos vasos linfáticos. Todas as substâncias absorvidas pela linfa passam pelo menos por um gânglio linfático e pelo seu filtro formado por uma rede de linfócitos. Estes linfócitos filtram, atacam e destroem organismos, como por exemplo, vírus e bactérias, que podem ser prejudiciais, uma vez que podem provocar infecções no organismo.

Linfoma

- Linfoma é uma denominação para o cancro do sistema linfático. Os linfócitos cancerosos podem surgir num gânglio linfático ou dispersos por todo o organismo, afectando a grande maioria dos órgãos.

- Existem dois tipos de linfomas: o Linfoma de Hodgkin, vulgarmente conhecido por doença de Hodgkin, e o Linfoma de não-Hodgkin. Este último apresenta alguns subtipos, de entre os quais, o Linfoma de Burkitt e a micose fungóide.

  • Linfoma de Hodgkin: É um tipo de linfoma que se distingue por apresentar uma célula cancerosa distinta denominada célula de Reed-Sternberg, que apresenta um aspecto diferente das outras quando observada ao microscópio; uma vez que são células cancerosas de tamanho superior às ditas normais e que possuem mais de um núcleo. A doença é classificada em quatro etapas, de acordo com a sua extensão e os sintomas presentes. A probabilidade de recuperação total é bastante elevada para quem se encontra nos estádios I, II ou III e é superior a 50 % para os doentes no estádio IV.

 

  • Linfoma de não-Hodgkin: Este tipo de linfomas abrangem um grupo de tumores malignos muito idênticos entre sim; têm origem no sistema linfático e, geralmente, dispersam-se por todo o organismo. Uma parte destes Linfomas têm uma evolução lenta, podendo mesmo acontecer ao longo de anos, ao passo que outros se disseminam muito rapidamente. O linfoma de não-Hodgkin é mais comum que o linfoma de Hodgkin. Todos os anos, nos Estados Unidos da América, são diagnosticados 50.000 novos casos e o número está a aumentar, na sua grande maioria em indivíduos idosos e também nos que estão infectados com o vírus HIV (SIDA).

 

  • Linfoma de Burkitt: O linfoma de Burkitt é um linfoma de não-Hodgkin, que apresenta um grau muito elevado de desenvolvimento e que tem origem nos linfócitos B e tende a invadir áreas externas ao sistema linfático, como por exemplo, a medula óssea, o sangue, o sistema nervoso e o líquido da espinal-medula.  Embora este tipo de linfoma se possa desenvolver em qualquer idade, é muito frequente em crianças e em jovens adultos, em especial do sexo masculino; no entanto, também pode surgir em doentes infectados com o vírus da SIDA. Mas, contrariamente a outros linfomas, este apresenta, ao nível do globo terrestre, uma localização específica, uma vez que é muito frequente na África Central. É causado pelo vírus de Epstein-Barr, que causa mononucleose infecciosa nos habitantes dos países desenvolvidos, ou seja, é um síndrome que causa mau estar, dores de cabeça e garganta e febre. Contudo, quem sofre do linfoma de Burkitt não contagia a doença a outras pessoas.

 

  • Micose Fungóide:  A micose fungóide é um tipo raro de linfoma de não-Hodgkin persistente, que apresenta um crescimento lento e que tem origem a partir de linfócitos T maduros e afecta a pele; pode avançar até aos gânglios linfáticos e aos órgãos internos. A micose fungóide manifesta-se de uma forma imperceptível e cresce tão lentamente que no início pode passar despercebida. Inicialmente, desenvolve-se através de uma erupção continuada que produz ardor e, pode por vezes, abranger pequenas áreas da pele; posteriormente, transforma-se em nódulos que crescem de forma gradual e se estendem lentamente a outras áreas. Em algumas pessoas, a micose fungóide causa leucemia, surgindo linfócitos anormais na circulação sanguínea.

Sintomas

 

  • Linfoma de Hodgkin: É diagnosticado quando se verifica um aumento de volume dos gânglios linfáticos, principalmente no pescoço e, por vezes, nas axilas ou nas virilhas. Geralmente, não causa dor mas, após a ingestão de álcool é provável que os gânglios linfáticos em que houve um aumento de volume provoquem dores. Os gânglios linfáticos em zonas mais profundas, como os do peito ou do abdómen não são dolorosas, por isso, só são detectados através de radiografias ao tórax ou por uma tomografia axial computorizada (TAC) que são realizadas por outros motivos. Além do aumento de volume dos gânglios linfáticos, existem outros sintomas que podem surgir, como por exemplo, febre, suores nocturnos ou perda de peso.

 

  • Linfoma de não-Hodgkin: O primeiro sintoma mais notável é o aumento de volume dos gânglios linfáticos em determinada área, como no pescoço ou virilhas, ou em todos os gânglios linfáticos. Este aumento de volume acontece de forma progressiva e, geralmente, não causam dor. No caso dos gânglios linfáticos aumentarem de volume na zona do pescoço o principal sintoma é a dificuldade em engolir; os que se localizam no interior do peito ou do abdómen, causam dificuldades em respirar, perda de apetite, prisão de ventre grave ou dores abdominais devido ao aumento de pressão sobre diversos órgãos. Se este tipo de linfoma afectar a circulação sanguínea pode provocar leucemia.

 

  • Linfoma de Burkitt: Neste tipo de linfomas pode ocorrer a acumulação de células cancerígenas nos gânglios linfáticos do abdómen o que causa um aumento de volume dos mesmos. Estes linfomas podem atingir o intestino delgado provocando a sua obstrução ou hemorragias. O pescoço e a mandíbula podem ficar inflamados, o que causa dor.

 

  • Micose Fungóide: Os sintomas dependem da zona em que os gânglios linfáticos afectados se encontram. Caso atinjam a zona do tórax provocam dificuldade em respirar; na zona do abdómen provocam perda de apetite, obstipação grave e dores abdominais; caso provoquem a obstrução do intestino delgado causa diarreia, perda de peso e má absorção de nutrientes; caso se propague a todo o organismo provoca perda de peso,
    febre e suores nocturnos.

Tratamentos

 

  • Linfoma de Hodgkin: A radioterapia e a quimioterapia são dois tratamentos eficazes. Com um ou ambos os tratamentos, a maioria dos doentes que sofre da doença de Hodgkin pode curar-se.

 

  • Linfoma de não-Hodgkin: A possibilidade de cura completa só é possível para alguns doentes, noutros casos, o tratamento só permite o alívio dos sintomas durante alguns anos e o prolongamento do tempo de vida. A possibilidade de cura depende do tipo de linfoma de não-Hodgkin que se trata e do estádio em que a doença se encontra. A recuperação total de um doente é mais difícil nos pacientes com mais de 60 anos e naqueles em que o cancro já originou metástases. Os pacientes em que a doença ainda está nos estádios iniciais são tratados com radioterapia na zona do linfoma. Este tratamento pode prolongar a vida destes pacientes por um período de dois a cinco anos; os pacientes em que o linfoma está em estado mais avançado só sobrevivem por um período de seis meses. Geralmente, quando é feito o diagnóstico, os doentes já estão num estádio mais avançado. Os casos em que a doença se encontra em níveis intermédios são tratados com quimioterapia.

 

  • Linfoma de Burkitt: Este tipo de linfoma cresce muito rapidamente e pode ser mortal caso não seja tratado. Caso este tipo de linfoma afecte o intestino, pode ser necessário recorrer a uma intervenção cirúrgica para remover as zonas afectadas do intestino. A quimioterapia pode ser outro tratamento, feito de uma forma intensiva, podendo curar cerca de 75% dos doentes com o linfoma localizado; caso existam metástases a probabilidade diminui para 50%.

 

  • Micose Fungóide: Nas zonas mais espessas da pele é aplicado um tratamento de radiação com raios beta ou luz solar; pode também utilizar-se medicamentos esteróides, como a cortisona. Também é aplicada sobre a pele uma substancia nitrogenada para reduzir o ardor e área das zonas afectadas. O interferão é uma substância que ajuda a reduzir os sintomas. Caso a doença se alastre aos gânglios linfáticos é necessário a aplicação do tratamento de quimioterapia.

Imagens

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Última actualização: 16/04/07.