Tiróide

 

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- Tiróide

Estrutura/Função da Tiróide

- A tiróide é uma glândula localizada na base do pescoço, imediatamente abaixo da maçã-de-adão. Tem a forma de uma borboleta, estendendo cada asa, ou lobo, sobre cada um dos lados da traqueia. A tiróide produz, armazena e liberta as chamadas hormonas tiroideias, também designadas por T3 e T4, para a corrente sanguínea. Estas hormonas regulam o metabolismo corporal e o funcionamento dos órgãos; influenciam o batimento cardíaco, o nível de colesterol sanguíneo, o peso corporal, o nível energético, a força muscular, a memória e muitas outras funções corporais.

Cancro da Tiróide

- São, ainda, desconhecidas as causas da origem dos nódulos da tiróide. Podem ser de natureza benigna ou maligna, sendo que, na segunda hipótese, representam risco para o desenvolvimento do cancro da tiróide.

- O carcinoma da tiróide é o tumor endócrino mais frequente, mas também com maior probabilidade de cura, uma vez que a taxa de mortalidade é de apenas 5%, o que significa que os restantes 95% dos casos têm sucesso terapêutico.

- Inicialmente o diagnóstico pode parecer assustador pela sua associação à dor e à morte, no entanto, os resultados terapêuticos são bastante optimistas. A cirurgia é curativa, na grande parte dos casos, e este carcinoma praticamente não causa dor, se for diagnosticado precocemente.  

            Existem quatro tipos de cancro da tiróide:

  • Cancro Papilar: O cancro papilar representa 60 % a 70 % de todas as formas de cancro da tiróide. A probabilidade de uma mulher sofrer deste tipo de cancro é três vezes maior do que no caso do homem.

- O cancro papilar é mais frequente nas pessoas jovens, mas cresce e estende-se mais rapidamente nos idosos. Os pacientes que receberam no pescoço um tratamento de radioterapia, em geral por uma lesão benigna na infância ou por algum outro cancro na idade adulta, correm um grande risco de desenvolver um cancro papilar.

- A cirurgia é o tratamento mais adequado para este tipo de cancro, que se pode estender aos gânglios linfáticos que estão perto. Os nódulos mais pequenos de 2 cm de diâmetro extraem-se juntamente com o tecido circundante, no entanto, alguns especialistas recomendam que se retire a glândula por completo.

- Uma vez que a hormona segregada pela tiróide actua sobre o cancro papilar, estimulando o seu desenvolvimento, é necessário a administração dessa mesma hormona em quantidades elevadas para que ocorra um mecanismo que bloqueie a segregação dessa hormona.

- Se o nódulo canceroso já estiver num estado avançado e que não seja possível proceder a este tratamento, recorre-se à extracção da maior para do tecido, ou até mesmo da glândula tiróide. No caso de terem ocorrido metástases, ou seja, se as células malignas se dispersarem é administrado iodo radioactivo para que esse tecido seja destruído.

O cancro papilar quase sempre tem cura.

  • Cancro Folicular: Este tipo de cancro da tiróide representa cerca de 15% do total e é mais frequente nos idosos. O cancro folicular também é mais frequente nas mulheres do que nos homens, mas, como no cancro papilar, um nódulo num homem tem maior probabilidade de ser canceroso.

 - É um cancro mais maligno do que o cancro papilar, pois este tende a propagar-se através da corrente sanguínea, espalhando as células cancerosas por várias partes do corpo, isto é, ocorrem as chamadas metástases.

- O tratamento do cancro folicular envolve a extracção cirúrgica de praticamente toda a glândula tiróide e a destruição com iodo radioactivo de qualquer tecido da tiróide excedente, incluindo as metástases.

 

  •  Cancro Anaplástico: O cancro anaplástico representa menos de 10 % das formas de cancro da tiróide surge maioritariamente em mulheres idosas. Este cancro cresce muito rapidamente, causando um grande tumor no pescoço. Cerca de 80 % dos pacientes com este tipo de cancro morre durante o primeiro ano. O tratamento com iodo radioactivo é inútil porque o cancro anaplástico não o absorve. Contudo, o tratamento com medicamentos anticancerígenos e radioterapia antes e depois da cirurgia apresenta alguns bons resultados.

 

  • Cancro Medular: Neste tipo de cancro, a tiróide segrega quantidades superiores às normais de calcitonina. Além disso, as metástases correm com frequência através do sistema linfático e, através do sangue, atingem outros órgãos, como por exemplo, o fígado, pulmões e ossos.

Sintomas

- O primeiro sinal de cancro da tiróide é um nódulo único e duro no pescoço. Estes tumores malignos podem crescer de forma lenta ou rápida, dependendo do seu tipo e da idade do doente; o crescimento tende a ser mais lento em pessoas mais jovens. No entanto, muitas vezes o cancro metastiza-se precocemente para os gânglios linfáticos. Os cancros em estado avançado são geralmente duros e de forma irregular e muitas vezes aderentes às estruturas adjacentes do pescoço.

- Os cancros da tiróide são geralmente indolores; os sintomas aparecem quando comprimem outras estruturas no pescoço. Estes sintomas podem incluir grande falta de ar, rouquidão ou perda de voz pela compressão dos nervos da laringe ou dificuldades na deglutição por pressão e/ou da invasão da faringe ou esófago.

Tratamentos

O tratamento exige a extracção completa da tiróide. Pode ser necessária cirurgia adicional se o cancro se tiver propagado pelos gânglios linfáticos. Mais de dois terços dos pacientes com um cancro medular da tiróide vivem, no mínimo, cerca de 10 anos mais a partir do diagnóstico. Quando o cancro medular da tiróide se manifesta de forma isolada, as possibilidades de sobrevivência não são tão boas.

Dado que o cancro medular da tiróide pode ter origem hereditária, o exame aos familiares deve ser feito, procurando-se uma alteração genética, detectada facilmente nos glóbulos vermelhos. Se o resultado do exame for negativo, é quase certo que o doente não desenvolverá cancro medular.

Se o resultado do exame for positivo, então já tem ou irá desenvolver este cancro e a cirurgia da tiróide deve considerar-se mesmo antes do aparecimento dos sintomas e do aumento dos valores de calcitonina no sangue. Um teor elevado desta hormona ou um aumento excessivo e repentino da sua concentração ajuda a determinar o desenvolvimento de cancro medular; um valor muito elevado exige a extracção da tiróide, uma vez que o tratamento precoce apresenta maior hipótese de sucesso na cura.

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Última actualização: 03/05/07.